quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Porque tudo gira tão rápido?



   Há um tempo assisti “Easy rider” cujo titulo em português ficou “Sem destino”, o filme foi escrito por Peter Fonda e foi rodado em 1969. Nesse filme ele imortalizou a Rota 66 que cruza parte dos Estados Unidos e também o hino dos motociclistas “Born to be wild”. Mas além das inúmeras particularidades da época e do empenho para se fazer um filme autentico e natural o que mais me chamou atenção no filme é como tudo acontece de forma tão lenta quando se toma como perspectiva a velocidade do que acontece hoje.

   Em cenas onde as motos trafegam cortado o País as arvores a beira da rodovia podem ser vistas com nitidez e demoram a sumir da tela depois de entrarem, pois tudo ali caminha ao invés de correr, os aros das motocicletas giram em sincronismo e em compasso lento quase em 33 rotações. As faixas no asfalto continuam pontilhadas ao invés de nos iludir criando uma única linha. Os diálogos são lentos e pausados, todos têm tempo. Em um dos diálogos do filme Jack Nicholson depois de experimentar um baseado pela primeira vez conta sua teoria sobre extraterrestres e apesar do absurdo de tudo que ele diz a coisa flui tranqüila e sem interrupções. Reza a lenda que para deixar essa cena natural os atores fumaram 25 baseados.

   Hoje no mundo que vivo um dialogo para definir o fim ou a continuação de uma relação de amor facilmente leva menos tempo que a explicação sobre os extraterrestres, e sinceramente acho que isso não tem sido bom para ninguém. Ao voltar de Santiago tive um choque de realidade grande, pois lá eu tinha tempo para fazer cada coisa, e aqui, “no mundo real” não tenho a mesma liberdade, são tantos os compromissos que assumimos em nome de uma suposta felicidade realizada em coisas materiais que para tê-las vendemos mais e mais tempo de nossas vidas e quando olhamos o saldo das horas que nos restam para sermos realmente felizes muitas vezes ele já esta negativo, ou já está tão distante que talvez não cheguemos lá. E se chegarmos, será que a felicidade realmente estará em tudo de material que acumulamos?

   Mas para tudo isso existe uma solução simples, e essa é a parte boa, a solução é que se você sentir que está acelerado demais basta desacelerar, é simples. Para desacelerar pise no freio e tome para si de volta parte do tempo que vendeu para uma conquista material. Ah sim, quase esqueci a única pessoa que pode fazer isso por você é você mesmo. E tenha cuidado, pois se você estiver rápido demais e isso fizer esquecer-se da sua real missão aqui Alguém pode te fazer parar. E acredite parar por si só é melhor que ser parado.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O caminho em 30 fotos

    O caminho é registrado em imagens na internet e é possível se conhecer praticamente qualquer trecho através da perspectiva de peregrinos de todo o mundo e de todas as épocas, esse post é mais um destes, é a perspectiva de um peregrino brasileiro que viveu o caminho entre maio e abril de 2013, a fotografia e os post’s foram mudando ao longo do caminho e talvez possam sentir isso nas fotos.
 
   Mas para quem acompanhou a jornada acho que essas fotos serão mais familiares. Separei entre as quase 1000 fotos que tenho do caminho apenas uma para cada dia, desde o vôo a Espanha até a chegada a Santiago; inúmeras vezes fiquei tentado a incluir mais de uma foto para um dia, mas fui disciplinado e fiz uma escolha.

   As imagens abaixo representam momentos, sentimentos, sentidos, aromas, reflexões, prazer, enfim todos os sentidos e sentimentos 
que me envolveram no caminho.